• Sobre Londrina

    Londrina é um município brasileiro localizado no norte do estado do Paraná, a 381 km da capital paranaense, Curitiba.Tem uma população de 506 701 habitantes (IBGE/2010)[4] e é a segunda cidade mais populosa do Paraná e a terceira mais populosa da região Sul do Brasil.

    Importante pólo de desenvolvimento regional e nacional, Londrina exerce grande influência sobre o norte do Paraná e é uma das cidades mais importantes da Região Sul do Brasil.

    Londrina é sede de sua região metropolitana que conta também com 801.756 habitantes (IBGE/2010)[4]. É um centro regional e é composta de comércio, serviços e agroindústrias.

     

    História

    Antes da colonização extensiva do Norte do Paraná, havia, entre seus habitantes, além dos índios Kaingáng, uma população pobre instalada na floresta e que já derrubara parte dela para a criação de animais e o plantio de produtos agrícolas para sua sobrevivência. Ao lado de pessoas nessa situação, havia proprietários de terras, que já iniciavam a abertura e formação de grandes fazendas.

    Londrina, que na época era um espaço pertencente ao município de Jataizinho e conhecido como Gleba Três Bocas, estava dentro da situação descrita acima.

    Lord Lovat, inglês que veio ao Brasil em 1924, visitou o Norte do Paraná e verificou que não havia exagero no que ouvira falar sobre essa região. Em 1925, com outros companheiros, criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, diretamente do governo paranaense. Esta companhia iniciou seu trabalho de colonização sob a orientação de ingleses.

    A Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP) foi um tipo de loteadora que, após comprar terras, derrubou parte da floresta, abriu estradas e organizou a divisão desse espaço em lotes urbanos e rurais, que foram vendidos. Antônio Moraes de Barros, João Sampaio e Arthur Thomas foram algumas das pessoas que participaram da organização da Companhia de Terras Norte do Paraná para o início dos trabalhos.

    A propaganda foi muito usada para atrair compradores, e nela chamava-se a atenção para a “Terra Roxa” e a “terra sem saúva”.

    Esta propaganda, aliada a outros motivos, como a pobreza e a esperança de vida melhor, fizeram com que muitas pessoas de todo o Brasil (principalmente paulistas e mineiros) comprassem terras ou fossem procurar trabalho no Norte do Paraná. Além dos brasileiros, vieram pessoas da Alemanha, Itália, Japão e outros países. A população atual de Londrina reflete esta mistura de povos.

    Em 1975, houve a ocorrência de uma grande geada, chamada de “geada negra”, que atingiu todo o norte do Paraná, arruinando as plantações de café. Alguns iniciaram novamente o trabalho com café, enquanto outros investiram em outros negócios.

     

    Geografia

    Situado entre 23°08’47″ e 23°55’46″ de Latitude Sul e entre 50°52’23″ e 51°19’11″ a Oeste de Greenwich, o Município de Londrina ocupa, segundo a Resolução nº 05, de 10 de outubro de 2002, do IBGE, 1.650, 809 km², cerca de 1% da área total do Estado do Paraná.

    O ponto mais alto do Município tem uma altitude de 820 – 844 m e fica próximo a Lerroville, à leste, na estrada em direção à represa. Localiza-se em um espigão, não sendo perceptível, uma vez que não é um morro mas apenas um ponto demarcado.

    O solo da região é de origem basáltica, entretanto, conforme a sua localização, em topografia mais plana e acidentada, apresenta tipos de solos diferentes, consequentemente, de fertilidade variável.

    A camada de solo é de profundidade variável, indo de várias dezenas de metros, nos espigões, até menos de um metro, próximo aos ribeirões, onde, na maioria das vezes, a água flui sobre a superfície compacta do basalto.

    No Município, são poucas as áreas remanescentes da formação vegetal natural (mata pluvial tropical e subtropical) que recobria a região. A mata dos Godoy (Reserva Florestal Estadual) e a Reserva Indígena do Apucaraninha são formações florestais que demonstram a variedade de gêneros e espécies de vegetação que se encontravam na região.

     

    Hidrografia

    O sistema hidrográfico do Paraná, pela declividade do relevo em direção a Oeste, em sua grande maioria, drena neste sentido, formando a Bacia do Paraná que, por sua vez, interliga a Bacia do Prata.

    Porém, o subsistema hidrográfico do Município corre no sentido predominante Leste, uma vez que o relevo está genericamente inclinado da região de Londrina para o Rio Tibagi, que tem sentido Sul-Norte, desaguando no Rio Paranapanema, um dos tributários do Rio Paraná.

    Os principais rios do município são Taquara, Apucarana e Tibagi, este último com grande potencialidade hídrica, percorre uma extensão aproximada de 69,25 km no Município. Os principais ribeirões são: Apertados; Cafezal; Apucaraninha; Jacutinga; Cambezinho; Bom Retiro e Quati.

     

    Clima

    O clima de Londrina é classificado como subtropical úmido mesotérmico, com chuvas o ano todo, mas com tendência à concentração de chuvas no verão. A temperatura média anual fica em torno dos 20°C.

    Em relação a outras cidades do Paraná como Curitiba, Ponta Grossa, ou Guarapuava é classificada como uma cidade quente, porém as temperaturas podem cair até – 4,7°C, como no inverno de 1975, quando nevou em todo o centro-sul do estado.

    Temperatura mínima registrada: – 4,7°C (1975)[7]

    Temperatura máxima registrada: 39,2C (1985)

     

    Demografia

    A densidade demográfica do município é de 307,09 hab/km² (IBGE/2008), os principais grupos imigratórios de Londrina são italianos, seguidos por portugueses, japoneses, alemães e espanhóis. Outros grupos imigratórios menores são os árabes, judeus, britânicos, chineses, argentinos, holandeses, poloneses, ucranianos, tchecos e húngaros. O Consulado Italiano de Londrina estima que mais de um terço da população do Norte do Paraná são descendentes de italianos, que individualmente é o maior grupo étnico da região. A comunidade japonesa de Londrina soma cerca de 25.000 indivíduos (entre nacionais e descendentes), a segunda maior do Brasil e uma das maiores do mundo fora do Japão.

    • População economicamente ativa de Londrina: 231.144 (51,70%) (IBGE – Censo Demográfico 2000).
    • Índice de envelhecimento da população de Londrina: 24% (2000) (IBGE – Censo Demográfico de 2000), em 2050 estima-se que será uma das cidades com maior índice de envelhecimento do Brasil.
    Etnia Porcentagem
    Branca 74,2%
    Parda 18,3%
    Amarela 3,6%
    Negra 3,4%
    Indígena 0,3%

     

    Fonte: Censo/PNAD 2000

     

    Economia

    O PIB de Londrina para o ano de 2007, segundo o IBGE, foi de R$ 7.992.507.000,00, o que a coloca no 44° lugar no ranking das 100 maiores cidades brasileiras e em quarto lugar na comparação com as demais cidades paranaenses, usando como referência este índice econômico.

    A composição do PIB do município demonstra a força do setor de serviços na economia local, onde Londrina conta com grandes hospitais e shopping centers, além de um comércio tradicional forte e diversificado, que serve de referência para várias cidades da região.

    Para fomentar o crescimento do setor industrial e comercial, o município está se equipando para dar suporte às novas e atuais empresas, com a implantação do Terminal de Cargas Alfandegárias (Porto Seco), novos condomínios industriais, aeroporto internacional, parque tecnológico e diversos incentivos.

    Já quanto ao índice de desenvolvimento humano (IDH) Londrina encontra-se em décimo lugar entre os municípios do Paraná, com um valor médio de 0,824.

     

    Educação

    Segundo o IBGE, citando como fonte INEP – Censo Educacional 2008, Londrina possui 288 pré-escolas, 211 escolas de nível fundamental e 67 escolas de nível médio. Quanto às instituições de nível superior, o IBGE cita o INEP – Censo Educacional 2007, onde informa o total de 10 unidades deste tipo no município.

    Entre as universidades, existem várias de alto padrão com força para atração estudantes de todo o Brasil. Podendo citar entre as mais conhecidas:

    Universidade Estadual de Londrina (UEL) – É uma instituição pública de ensino superior, famosa pela sua qualidade de ensino, trazendo estudantes de todo o Brasil.

    Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

    Instituto Federal do Paraná (IFPR)

    Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)

    Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)

    Centro Universitário Filadélfia (UNIFIL)

    Faculdade Pitágoras

    Faculdade Arthur Thomas (FAAT)

    Instituto de Ensino Superior de Londrina (INESUL)

    Instituto de Aperfeiçoamento Profissional e Cultural de Londrina (IAPEC)

     

    Transportes

    Terminal rodoviário

    O Terminal Rodoviário de Londrina José Garcia Villar teve seu partido arquitetônico elaborado arquiteto Oscar Niemeyer, sofrendo algumas modificações quando da sua construção pelo prefeito de Londrina, Wilson Moreira, em 25 de junho de 1988.

    A cobertura da construção é toda feita em zinco. Seu formato é circular, com um jardim interno também circular sem cobertura. No interior da construção estão localizados guichês para a venda de passagens, lojas de souvenir, farmácias, lanchonetes, caixas eletrônicos de bancos e outras utilidades. As plataformas de embarque e desembarque ficam na parte mais externa do círculo.

    Atualmente é considerada uma das rodoviárias mais funcionais e belas do Brasil, obtendo em 2003 a premiação máxima de melhor rodoviária entre seus congêneres.

    Aeroporto

    O Aeroporto de Londrina é um aeroporto que teve suas origens na época do pós-guerra. A base do terminal atual foi construído na década de 1950, durante o auge do café na região. Nessa época, o aeroporto chegou a ser o terceiro mais movimentado do país, contudo, hoje ele se encontra entre os 30 mais movimentados do Brasil.

    Aeroporto ideal para as operações regionais, ele se encontra a menos de 5 km do centro da cidade, oferecendo uma boa infraestrutura para a operação de aeronaves de médio porte como Boeings 737 e Fokker 100s.

    A Infraero administra o aeroporto desde 1980, tendo feito inúmeras melhorias no prédio, sendo a última “grande” obra o recapeamento da pista de pouso em 1995. O atual prédio possui dois pavimentos, sendo o segundo reduzido. São 6 posições de balcões de check-in, mas foram reduzidas para 5 devido às reformas atuais. O pátio contava com 4 posições para aeronaves de médio porte e, após a reorganização das posições – quando foi implantado o push-back tratorizado, ele abriga agora até 5 aeronaves de médio porte simultaneamente além de outras 2 áreas para a aviação de pequeno porte

    O principais destinos diretos a partir do aeroporto de Londrina são Curitiba, São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Rio de Janeiro (Santos Dumont), Presidente Prudente, Campinas, Ribeirão Preto, Salvador, Foz do Iguaçu, Maringá, Ponta Grossa, Campo Grande, Corumbá, Cuiabá, Sinop, Alta Floresta, Porto Alegre, Brasília, Goiânia, Vilhena, Ji-Paraná, Rondonópolis, Manaus, Porto Velho, Lábrea e Humaitá.

    Trânsito

    A cidade tem registrado um grande aumento no número de automóveis,segundo o Detran/PR, entre maio de 2007 e fevereiro de 2008, a frota de veículos de Londrina aumentou de 225.099 para 236.661, ou seja, 43 novos veículos emplacados por dia. Isso sem contar a intensa movimentação dos veículos dos municípios que compõem a Região Metropolitana.

    O resultado é o aumento dos congestionamentos, principalmente nos horários de pico (entre as 7:00 e 8:00 horas e entre as 17:00 e 19:00 horas). Os trechos mais problemáticos são a Rua Sergipe, Avenida Higienópolis, Avenida Winston Churchill, Rua Benjamin Constant, Avenida Arcebispo Dom Geraldo Fernandes, Avenida Madre Leônia Milito. Todavia, todo o quadrilátero central é uma região preocupante.

    Rodovias

    As principais rodovias que cortam Londrina são:

    • A BR-369,corta o município de leste a oeste e liga a cidade a Cambé, Ibiporã e outras cidades.
    • PR-445, atravessa o município de norte a sul, que liga o município de Londrina a Primeiro de Maio e a Curitiba.

    Outras rodovias são:

    • PR-538
    • PR-323
    • PR-545
    • PR-218

     

    Cultura

    Teatros
    11 (2003). Os teatros mais importantes são:
    • Teatro Zaqueu de Melo;
    • Cine Ouro Verde;
    • Teatro Marista.
    Cinemas
    10 (2003).

    Os mais importantes:

    • Cine Com-tur/UEL;
    • Multiplex Catuaí-Shopping Catuaí.
    • Lumière cinema – Shopping Royal Plaza
    Auditórios
    97 (2005).
    • Bibliotecas Públicas Municipais (incluindo as sucursais urbanas e rurais): 61 (2003).
    • Orquestra Sinfônica: 1

     

    Esporte

    Londrina dispoe de várias áreas para realização de competições desportivas entre elas, as mais importantes são:

    • Autódromo Internacional Ayrton Senna Idealizado, projetado e construído pelo piloto londrinense Carlos Alberto (Beto) Colli Monteiro, o Automóvel Clube do Café e uma centena de leais companheiros e pilotos da região, com recursos da Petrobras, do Município de Londrina e do Governo do Paraná, com uma História recheada de acontecimentos desde seu começo no ano de 1964, até sua inauguração em 23 de Agosto de 1992, palco inúmeras provas nacionais e internacionais: a tradicional prova 500 Milhas de Londrina, Stock Car Brasil e a Fórmula Truck;
    • Dois estádios de futebol, o VGD (capacidade 13.000 pessoas) e o Estádio do Café (capacidade 36.000 pessoas);
    • Ginásio de Esportes Professor Darcy Cortês – mais conhecido como Moringão – é um ginásio poliesportivo localizado na região central da cidade(capacidade para 13 mil espectadores),O ginásio foi inaugurado em 1 de outubro de 1972 e passou por ampla reforma entre 1994 e 1995, servindo também de abrigo para apresentações de shows e formaturas.

    Existem ainda vários clubes e agremiações esportivas que participam de campeonatos regionais e nacionais, podendo citar como exemplo o Londrina Esporte Clube; Londrina Basquete Clube; Associação Portuguesa Londrinense.

     

    Templos religiosos

    Em Londrina encontram-se templos de diversos credos e religiões, entre eles: Budista; Muçulmano; Católico; Evangélicos de várias orientações e Espíritas.

    Os destaques arquitetônicos destas construções fica para o Templo Budista Honganji, a Mesquita Muçulmana Rei Faiçal, a Igreja Adventista Central, a Igreja Nova Aliança e a Catedral Metropolitana de Londrina.

    A Catedral Metropolitana de Londrina foi inicialmente Construída em madeira, no ponto mais alto das terras destinadas a abrigar a cidade de Londrina, primeira igreja da cidade foi edificada tendo como base os desenhos do engenheiro Wilie Davids, tendo a mesma sido inaugurada em 19 de Agosto de 1934. Em 1937, foi elaborado um projeto em estilo neogótico pelo engenheiro Fristch. Em 1938 teve início a construção com o lançamento da pedra fundamental, e em 1941 terminou, Sendo que o último acréscimo foi feito em 1951 com a colocação do relógio da torre. Em 1953, devido à necessidade de ampliá-la foi encomendado um anteprojeto ao engenheiro alemão Freckmann. A nova igreja teve as obras iniciadas em 1954. Em 1962 as obras foram paralisadas por questões financeiras. Fram retomadas apenas em 1966 através de um novo projeto dos arquitetos Eduardo Rosso e Yoshimasi Kimati. Foi inaugurada em 17 de Dezembro de 1972. Em fevereiro de 1967, A Catedral de Londrina foi elevada a categoria de Diocese, tendo como seu primeiro Bispo Dom Geraldo Fernandes. Em novembro de 1970 foi elevada a arquidiocese. A fachada da Catedral ainda é marcante e muito utilizada como referência ao centro.

     

    Praças, parques e florestas

    Londrina conta com 7.711.227,31 m² de área verde, quase o dobro de área verde recomendado pela ONU (Organização das Nações Unidas), e 241 (2003) praças públicas.

    As principais praças são a da Bandeira, a praça Tomi Nakagawa e a praça Rocha Pombo, na área central da cidade, e a Praça Nishinomiya, próximo ao aeroporto.

     

    Museus

    O Museu Histórico de Londrina é um órgão suplementar da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e está localizado no centro da cidade, ocupando o prédio da antiga estação ferroviáriada cidade.

    O Museu de Arte de Londrina foi criado pelo decreto nº 172 em 12 de maio de 1993, data em que foi inaugurado. A exposição de inauguração exibiu a escultura A Eterna Primavera, de Auguste Rodin, e também obras dos artistas Menotti Del Pichia e Vitor Brecheret.

    O prédio que abriga este museu fica na região central de Londrina, na rua Sergipe, nº 640, e é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico. Foi construído em 1952 pelo arquiteto João Batista Vilanova Artigas, e era empregado anteriormente como terminal rodoviário da cidade até 1988, quando o terminal atual foi inaugurado.