Prefeito e Nadai negam perseguição a funcionários da CMTU em Londrina

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O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), e o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) negaram a suposta perseguição a alguns funcionários do órgão na manhã desta quinta-feira (13). Além disso, voltaram a afirmar que não existe cobrança para aplicação de multas e imputaram a culpa das promoções às antigas administrações.

Na última semana, agentes de trânsito fizeram várias denúncias à imprensa. O ex-funcionário da CMTU, Vilson de Morais por exemplo, afirmou que foi demitido por participar de movimentos reivindicatórios. Ele garantiu que os agentes sofrem pressão psicológica para aplicar multas e que seriam ameaçados de transferência para o setor interno ou de demissão, caso não atingissem a meta.

O prefeito Barbosa Neto (PDT) negou uma suposta “indústria da multa”. “Não há nada disso, na verdade, os servidores da CMTU são concursados. Eles têm fé pública, eles não agem de acordo com situações ou opiniões. Eu já fui multado, minha esposa já foi multada, todos já foram multados porque infelizmente cometem infrações. Eles têm que cumprir seus papéis, não há perdão de multas, não há nada ilegal”, defendeu.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) investiga fraudes no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da CMTU. O órgão ordenou que aproximadamente 100 funcionários que haviam ascendido de cargo voltem às funções originais. O prefeito afirmou que as promoções irregulares não foram feitas durante sua administração.

“Fomos nós quem procuramos o MPT para propor a eles um acordo ou acatar as recomendações. Esses PCCSs não foram feitos na nossa administração, mas nos anos de 1997, 2004 e 2006″, disse.

O presidente da CMTU, André Nadai, criticou a imprensa no caso das denúncias. Questionado sobre o porquê não dá declarações quando procurado pela reportagem, que dá a oportunidade para que ele se defenda e ao órgão que gerencia, afirmou que prefere não contar os motivos das demissões para não expor os funcionários.

“Não houve perseguição nenhuma. A gente vê uma matéria sendo colocada sem fundamento nenhum até porque não foi verificado o teor do depoimento ou se eles foram depor mesmo. Nenhum desses funcionários foi depor nessa ação do PCCS. Nós temos mais de 60 funcionários com ação contra a CMTU e nem por isso estamos demitindo”, afirmou.

No caso do PCCS, dois diretores da CMTU – o de Trânsito, Wilson de Jesus, e a financeira e mulher de Nadai, Cristiane Hasegawa – estão entre os 113 funcionários que deveriam retornar aos cargos de origem. O prazo do MPT é que as realocações sejam feitas até fevereiro de 2012, mas a CMTU está recorrendo.

“O MPT pleiteou isso na ação. Na primeira instância foi dado ganho de causa do MPT, pedindo que esses funcionários retornem às funções. Existem alguns funcionários, para você ver a complexidade disso, ele prestou concurso para conferente de arrecadação e no dia foi contratado como agente de trânsito. Então é uma situação bem complicada, nós estramos recorrendo desse prazo, para que isso possa ser discutido até a última instância”, comentou.

Com as denúncias contra a CMTU, apareceram fotos da sociedade de carros da companhia estacionados em locais proibidos. Levantou-se o questionamento de quem fiscaliza os funcionários do órgão. Nadai informou que são os próprios agentes de trânsito.

Ele acreditra que os carros estavam parados para fazer algum serviço, como um carro de polícia por exemplo, que pode estacionar quando o trabalho exige. Em outros casos, ele afirmou que caso fosse realmente uma infração de trânsito, o funcionário seria acionado para pagar a multa.

 

Por: Pauline Almeida, odiario.com

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  1. Funcionários acusam CMTU de perseguição durante sessão na Câmara Municipal de Londrina - Geral - Londrina Online - 14. out, 2011

    [...] O prefeito Barbosa Neto e Nadai negaram, em coletiva nesta manhã, perseguição aos agentes da comp…. Eles afirmaram que não existe cobrança para aplicação de multas e imputaram a culpa das promoções às antigas administrações. [...]

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