O Movimento Ocupa Londrina quer a derrubada do veto do prefeito Barbosa Neto (PDT) à emenda que transformava o Bosque Marechal Cândido Rondon, o Bosque Central, em área de preservação permanente. Representantes do grupo devem comparecer nesta quinta-feira (23) à sessão da Câmara Municipal para acompanhar a discussão sobre o tema.
A proposta de incluir o Bosque Central como área de preservação foi colocada através de emenda ao Código Ambiental do Municipio pelo vereador Joel Garcia (PP). O novo código de Londrina foi sancionado com 29 vetos, como a lei municipal 11.471 do dia 5 de janeiro de 2012. O documento não contemplou a questão do Bosque.
Segundo um dos representantes do Ocupa Londrina, jornalista Guto Rocha, a intenção de levar os manifestantes às galerias da Câmara é pressionar os vereadores sobre a importância do local. Líderes do movimento já estiveram no legislativo para expor o debate com os parlamentares e agora se organizam para nova mobilização.
Na tarde desta terça-feira (21), Rocha ainda não sabia se a discussão na Câmara iria ocorrer nesta quinta ou na próxima terça-feira (28), mas garantiu que a convocação dos manifestantes seria reforçada através da rede social Facebook. No site da Câmara Municipal de Londrina (CML) consta que o tema entra em pauta na sessão após o Carnaval.
O Ocupa Londrina conseguiu pegar quase 2 mil assinaturas de londrinenses contrários às ações da prefeitura. Segundo Guto Rocha, a maioria das pessoas tem se demonstrado solidária à causa. “Tem muita gente que apóis e que está indignada. Mas um fato que nos chama atenção é que ainda há muita gente que nem sabe o que está acontecendo. Muitos moradores também estão favoráveis”, comentou.
No final de janeiro, o Tribunal de Justiça garantiu que os trabalhos no local não fossem retomados, impedindo o município de fazer a abertura da Rua Piauí, através do Zerinho, que está localizado dentro do Bosque Central.
A ong Meio Ambiente Equilibrado (MAE) entrou com um pedido na justiça para que a Prefeitura de Londrina faça a limpeza do bosque. No local, há entulhos da obra iniciada no ano passado, que culminou na retirada de diversas árvores.
Por: odiario.com




